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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Até quando?

Boa  noite estão bem ?

Hoje vou repostar um artigo do blog inclusão, infelizmente a reportagem quando vocês lerem podem achar um absurdo como eu acho ,pode pensar que isso não deveria acontecer,mas isso acontece diariamente em todos os locais do Brasil.
Na verdade muita coisa precisa ser vista sobre a Lei da Acessibilidade e política públicas para  os deficientes,necessita no meu ponto de vista de fiscalização mais árdua e punições para quem descumpre as leis e assim dar mais dignidade para  os deficiente.
É que o caso da Joana D’arc não fique impune e a justiça seja feita.




BLOG

Joana D’arc e o prefeito deficiente – Artigo de Humberto Dantas/ Política Estadão

Por Eder Brito
O Governo Federal tem uma Secretaria Nacional só para pensar políticas e ações específicas da área. Várias Prefeituras estão criando secretarias, diretorias e departamentos voltados apenas ao assunto, com orçamentos próprios, só para atender a estas demandas. E mesmo assim ainda tem político que não consegue lidar com um assunto que já se tornou simples de assimilar: a convivência e o atendimento às necessidades de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.
Talvez o Prefeito Luiz Juvêncio (PMDB-GO) seja um grande símbolo do gestor público brasileiro que ainda está atrasado neste sentido. Logo no começo de seu mandato no município de Guapó, no ano passado, o Prefeito teve um embate com uma servidora pública que possui deficiência de locomoção. Cadeirante, Joana D’arc de Jesus, servidora há mais de 20 anos em escolas da rede municipal, foi transferida para uma unidade onde não existia banheiro para pessoas com deficiência. Joana viu-se obrigada a urinar e defecar no meio do expediente, sem um espaço íntimo e reservado para tal. Humilhante, no mínimo.
Aos prantos, em entrevista a uma emissora de rádio de Guapó, Joana explicou a tentativa de falar com o Prefeito e com os gestores da área em busca da construção de um banheiro acessível. Recebeu a resposta direta do chefe do Executivo. Luiz Juvêncio confirmou que não construiria o banheiro para a servidora e ainda reclamou do fato da servidora “fazer as necessidades no meio dos alunos”. Recomendou a aposentadoria da funcionária e aproveitou a oportunidade para acusá-la de outras coisas. “Esta senhora recebe sem trabalhar há muitos anos e é favorecida porque é irmã de um vereador”, explicou, em entrevista à 730AM, mesma rádio de Guapó que entrevistou Joana D’arc.
Talvez a falta de sensibilidade e a incompreensível postura de Juvêncio tenham outras explicações, com raízes na gestão orçamentária do município. O negócio anda tão complicado em Guapó que em janeiro de 2014, até a luz da Prefeitura foi cortada. Será que é mais fácil dizer não para a construção de um novo banheiro acessível quando não sobram verbas nem para manutenção básica do patrimônio público? Ou é falta de talento e sensibilidade humana e política para lidar com os dois assuntos?
Por uma diferença de apenas 558 eleitores, Juvêncio teria perdido a eleição em 2012. Seu oponente teve 4200 votos, perante os 4758 que escolheram o candidato do PMDB como Prefeito. O não-eleito, filiado ao PP, chama-se Divino Eterno. Teria conseguido lidar com tudo isso de uma maneira melhor? Porque em alguns municípios brasileiros… só Deus mesmo.

  FONTE: http://usinadainclusao.com.br/blog/?p=2240

sexta-feira, 4 de abril de 2014

FrustraçãoxIndignação



Cadeirante não consegue entrar em banheiro de hospital e urina na rua


  Cadeirante não consegue entrar em banheiro de hospital e urina na rua


Devido à falta de acessibilidade, um cadeirante aposentado passou por uma situação constrangedora em Goiânia. Edmar Silva foi até o Hospital Maria Auxiliadora para fazer um ultrassom da bexiga e, por isso, teve de tomar quase um litro de água. Porém, quando precisou ir ao banheiro, não conseguiu passar pela porta e foi informado que a unidade não tinha nenhum cômodo adaptado para pessoas com deficiência. Diante da dificuldade, ele conta que teve de urinar na rua.


  Quando li essa reportagem acima no G1 me senti frustada, estamos em pleno século 21 fala se tanto em acessibilidade e em inclusão social,mas a realidade vivemos um país onde a  "diferença"ainda incomoda, leis existem mas não são fiscalizadas,onde o  preconceito reina nos pensamentos das pessoas. 
Para muitas pessoas pode estar pensando a Taine pode estar exagerando mas o que posso afirmar que não, para quem é deficiente físico sair com cadeira de rodas ou muletas pelas ruas  se torna uma aventura, dificuldade de locomoção como  sair de casa ir a um passeio ou num hospital como o Edmar entrevistado no G1 que passou o maior constrangimento (obs; ele estava em um hospital fazendo exames,o minimo na minha opinião o hospital poderia ter acessibilidade) teve que urinar na rua.O direito a acessibilidade e uma garantia está na Constituição Federal de acordo com a LEI No 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000.Um dos artigos cita : Art. 2o Para os fins desta Lei são estabelecidas as seguintes definições:
I – acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida; I – barreiras: qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento e a circulação com segurança das pessoas, classificadas em:
a) barreiras arquitetônicas urbanísticas: as existentes nas vias públicas e nos espaços de uso público;
b) barreiras arquitetônicas na edificação: as existentes no interior dos edifícios públicos e privados;

Um ditado que sempre falo : "NO PAPEL TUDO É MARAVILHOSO". Mas ao encarar a realidade tudo é difícil sempre tem dificuldades no caminho que percorremos .  
       Ate quando vamos fingir que vivemos em um mundo perfeito? onde se gasta 40 milhões em construção de estádio de futebol I( não tenho nada contra futebol,copa do mundo mas no meu ponto de vista o governo dá mais importância em uma  copa do mundo, mas a SAÚDE no Brasil está uma vergonha,onde a EDUCAÇÃO a cada dia que passa está deixada de lado e os Professores não estão sendo  valorizados como merecem.
     Espero que em  breve acessibilidade esteja em alcance para todos, e matérias como essa onde um cidadão precisou urinar na rua não precisa mais acontecer.